Radares móveis e fixos são necessários, avalia presidente do Crea-BA

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O presidente Jair Bolsonaro determinou, na semana passada, a suspensão do uso de radares móveis em todas as rodovias federais do país, as chamadas “BRs”. Em entrevista ao programa Conexão Sociedade na manhã de hoje (19), o engenheiro e presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA), Luís Edmundo Campos, comentou a medida.

Segundo ele, os equipamentos, tanto móveis quanto fixos, são necessários para regular o limite de velocidade nas estradas e, dessa maneira, prevenir acidentes. O especialista ressaltou que o ideal seria que eles não existissem, caso todos os motoristas respeitassem a legislação. “É obrigado a ter, mas o cidadão tem também a obrigação de seguir as leis, e a velocidade máxima é uma delas. Se as pessoas estivessem dirigindo dentro do limite da velocidade, elas não seriam multadas”, disse.

Questionado sobre o fato de rodovias em outros países terem limites maiores do que no Brasil, Campos afirmou que isso ocorre devido às condições das estradas serem melhores, o que viabiliza as velocidades mais altas. “São rodovias preparadas para isso. Têm toda uma parte de curvatura, tipo de asfalto. Aqui, temos rodovias com curvas perigosas e com tipo de asfalto inadequado. Precisa ter uma conservação muito boa, não pode ter nenhum buraco ou qualquer coisa do tipo que possa desestabilizar o veículo”, acrescentou.

Em meio a diversas reclamações sobre o trecho da BR-324 entre Salvador e Feira de Santana, o especialista afirmou que, dentro das atuais condições, o pedágio não deveria estar sendo cobrado e que, além disso, a verificação precisa ser feita de maneira mais efetiva. “A ANTT deveria estar fiscalizando melhor. Devemos fazer um trabalho para fazer essa avaliação e discutir com os órgãos de controle que aquela não é uma condição adequada de rolagem para uma rodovia pedagiada, pois pode elevar o número de acidentes”, enfatizou.

Porém, ainda segundo o presidente do Crea-BA, as rodovias baianas que foram concedidas à iniciativa privada, de maneira geral, costumam ter condições mais adequadas do que as sob total controle público, mas a situação vem mudando com o passar do tempo. “Costumam ser bem melhores, porém, no interior, nos últimos dois meses, as rodovias no interior melhoraram consideravelmente, tanto as federais quanto as estaduais, comparando com 15 anos atrás, por exemplo”, avaliou.

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